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Jovem negra na Bahia corre risco 2,9 vezes maior de ser morta do que uma branca

Uma jovem negra no Brasil corre risco 2,2 vezes maior de ser morta do que uma jovem branca, segundo o relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, divulgado nesta segunda-feira (11).

Em 26 unidades da Federação – apenas o Paraná fica de fora –, a taxa de homicídios entre mulheres de 15 a 29 anos é maior entre as negras. Segundo o levantamento, na Bahia morrem 2,94 vezes mais jovens negras do que as jovens brancas. A média do Brasil é 2,7. Elas são ainda mais vulneráveis à violência em Estados como o Rio Grande do Norte, onde morrem 8,11 vezes mais do que as jovens brancas. Em seguida aparece o Amazonas com índice de 6,97, Paraíba 5,65, Distrito Federal 4,72 e Ceará 4,43.

O estudo foi feito pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O índice foi calculado com base na análise de dados de 304 municípios do País com mais de 100 mil habitantes. As informações usadas estão divididas em quatro dimensões: violência entre jovens, frequência à escola e situação de emprego, pobreza no município e desigualdade. Essa é a segunda edição do índice, que já havia sido calculado em 2015.

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