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Ação contínua e integrada: Força tarefa na Cavada

Desde o final da tarde de segunda-feira, equipes das Secretarias Municipais organizam uma força tarefa para amenizar os efeitos da chuva nas áreas alagadas da cidade. Na noite de ontem (12), o Secretário Municipal de Infraestrutura, André Luís Carvalho, ainda estava no local afetado junto com funcionários e servidores para aplicar as medidas emergenciais. A água que alagou a Rua B do Inocoop I, na segunda-feira, fechando completamente o acesso à via, já escoou e a SECIN trabalhava para fazer, além da vazão, também a limpeza da localidade.

“Recuperamos as valas, colocamos um material mais forte para segurar, caso volte a chover. Trabalhamos com três caminhões hoje e, agora, as bombas estão funcionando. O caminhão está fazendo a sucção”, pontuou o Secretário na noite de ontem.

De acordo com ele, o trabalho que se estendeu durante a madrugada tinha o intuito de baixar o nível da lagoa para minimizar os estragos causados pela chuva, mas medidas a longo prazo já estão sendo encaminhadas para solucionar definitivamente o problema.

“Esse trabalho está dividido em duas ações, uma ação estruturante efetiva, que é viabilizar a construção da macrodrenagem. Em que pé está? Feito o projeto executivo, estamos iniciando o processo de preparação para dar a ordem de serviço no início do próximo ano, 2018. Essa é a solução definitiva. A outra ação é paliativa. Ela envolve várias secretarias – SEMAS, SESEP, SMTT e outras – e o que acontece? Essa ação é paliativa e de apoio à situação dos moradores. Estamos limpando a rua, fazendo intervenções para que diminua a erosão, porque o terreno é arenoso e solto, então quando chove a água leva tudo. Colocamos uma camada de material mais resistente para diminuir essa situação. Além disso, limpamos a rua e baixamos o nível de água dentro da lagoa para que ela sirva de reservatório e possa acumular água por mais tempo para tentar minimizar o alagamento”, explicou André Luís Carvalho.

As Secretarias têm trabalhado de forma integrada para amenizar os impactos causados na região. De acordo com Andréia Carvalho, moradora que teve a casa invadida pela água, a situação é crítica, mas não começou agora. “A gente fica triste e, ao mesmo tempo, até agradece que uma coisa aconteça para que a pessoa venha a entender a real gravidade de nós, moradores próximos à lagoa. Não temos nada contra o governo, só reivindicamos melhorias. Então, no momento, a Cavada ainda pede socorro, que é uma situação de emergência, né? Já foi dito que nós vamos ser atendidos e nós, moradores, estaremos atentos e cobrando. Nesse momento, a Cavada não está bem. Não é por conta do atual governo. A gente sempre diz, ‘o problema vem do passado’”, ressaltou. E continuou, “Eu já moro aqui há 20 anos e tem 13 anos de luta. Todo tempo de chuva, a gente passa por isso. Então, enquanto não for feito, vamos sofrer nós, da Cavada, o pessoal do Inocoop, do Campo Belo, porque esse trecho aqui é uma via importante para tudo isso. Eu gostaria de aproveitar o espaço para dizer que, quando isso for feito, vai ser uma vitória e que ninguém nunca vai esquecer”, finalizou.

De acordo com informações da Secretaria de Infraestrutura, a obra terá um investimento de mais de 8 milhões de reais e o processo licitatório para liberação da ordem de serviço será encaminhado já no início de 2018.

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