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Após assembleia no Sindimed, cirurgiões pediátricos da Bahia entram em estado de greve

Cirurgiões pediátricos da Bahia entraram em estado de greve. A decisão foi tomada em assembleia na noite desta quinta-feira (19), na sede do sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed).

A categoria considera que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) mantém “comportamento desleal” no impasse para contratação do serviço da especialidade.




Os profissionais denunciaram a manipulação de informações por parte da Sesab, principalmente na medida em que foca nos valores do contrato, escamoteando a capacidade de execução nos moldes em que quer impor a prestação do serviço.

Segundo eles, são apenas 58 cirurgiões pediátricos, sendo 55 na ativa, para atender as 417 cidades da Bahia. Dos 55 apenas, sete são estatutários, isto é, funcionários públicos do estado, sendo que seis atuam em Salvador. No interior, apenas cinco municípios têm cirurgiões pediátricos, sendo que nove cirurgiões se distribuem entre estes municípios, nem sempre atuando plenamente por falta de recursos técnicos das unidades de saúde.

Com base nesses números, eles argumentam que é impossível dar atendimento com plantões presenciais, sendo a modalidade de sobreaviso a única capaz de garantir pleno funcionamento da cirurgia pediátrica.

A demanda da prestação de serviços é para duas unidades hospitalares de grande porte com UTI neonatal, UTI pediátrica e emergência pediátrica, que funcionam como referência para todos os 417 municípios da Bahia. Também visa atender três outras unidades hospitalares e mais cinco maternidades.

Conforme a categoria, é evidente que o valor do contrato emergencial, de R$ 4,1 milhões para 180 dias, terá que abarcar um contingente de médicos muito maior que apenas os 20 cirurgiões pediátricos sócios do Novo Núcleo, requerendo, assim, que a empresa contrate outros profissionais para compor a frente de trabalho.

“É má fé afirmar que cada cirurgião pediátrico está se recusando a trabalhar com remuneração de R$ 34 mil, já que a própria Sesab nas suas publicações não especifica quantos cirurgiões pediátricos seriam necessários para cobrir as escalas dos hospitais, nem tão pouco a carga tributária referente a este contrato. Passa longe da verdade esse valor alardeado. Todos sabem que a seus médicos estatutários a Secretaria paga salários que não chegam a um sexto disso”, diz trecho de nota divulgada.

Eles reiteram que a atividade dos cirurgiões pediátricos é fundamental na assistência aos pacientes pediátricos com quadro cirúrgico. A Associação Bahiana de Cirurgia Pediátrica afirma que aguarda a Sesab reavaliar o número real de cirurgiões necessários para o atendimento ético e digno às urgências e emergências cirúrgicas – neonatais e pediátricas -, e defende que haja entendimento entre as partes a fim de garantir a assistência adequada às crianças da Bahia.

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