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Bambuzal do aeroporto: Sedur reafirma embargo de obra da CCR e Rui ataca prefeitura com projeto de revitalização

A polêmica em torno do suporto desmatamento irregular do Bambuzal do aeroporto de Salvador continua. Na noite desta terça-feira (24), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) disse que foi procurada pela direção da CCR Metrô Bahia, empresa responsável pelas obras e gestão do metrô da capital baiana, e informou que a empresa não “tem interesse de pedir o licenciamento junto à prefeitura da obra naquele trecho”. Diante disso, segundo a Sedur, a obra na área do Bambuzal continua embargada.

Na tarde do mesmo dia, o governador Rui Costa, em rede social, abordou o assunto. “A última que fizeram contra mim foi plantar uma notícia falsa sobre o Bambuzal do aeroporto. Em hipótese alguma vamos retirar. Aquilo é uma referência, um cartão postal, e vai continuar sendo. Quanto mais me provoca, mais eu vou trabalhar. Já pedi ao meu secretário da Casa Civil que quero um projeto de revitalização e iluminação cênica do Bambuzal”, disse. Em dua declaração, ele ainda provocou a prefeitura, dizendo que alguns espaços dessa região estão ‘mal tratados, não estão bem cuidados’.

 

O caso
A discussão começou depois que a Sedur divulgou nota para imprensa informando que a CCR foi notificada por fiscais, na manhã do último sábado (20), por suposto desmatamento irregular na região. A CCR foi autuada e multada pela supressão de parte da vegetação do local. O valor da multa pode chegar a R$ 5 milhões. Por meio de nota, a empresa disse que todas as obras na região do aeroporto estão devidamente licenciadas por órgãos competentes.

Ainda segundo a CCR, as intervenções relacionadas à poda de touceiras na Avenida Tenente Frederico Gustavo dos Santos (a via do “Bambuzal” do aeroporto) – sentido Salvador – acontecerão apenas em pontos de sua margem esquerda, na altura do acesso à Travessa Santos Dumont, mais conhecida como Rua das Locadoras, e estão de acordo com licença expedida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

Na oportunidade, o Governo do Estado também se manifestou sobre o fato. A administração estadual explicou que apenas partes das moitas de 11 touceiras do bambuzal, inclusive em uma área que já está degradada, estão sendo retiradas para permitir a circulação dos ônibus que farão a conexão entre a estação de metrô Aeroporto e o terminal aeroportuário de Salvador. Segundo o Governo, não se trata do bambuzal de maior extensão e relevância.

A nota do governo estadual ainda informa que, conforme preveem os estudos ambientais para o pedido de licenciamento, a compensação ambiental será realizada com o plantio de árvores nativas em Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Ipitanga, próximo à Estação Aeroporto.

Fontes do Governo ouvidas pelo BNews neste fim de semana disseram o Inema seguiu rigorosamente todos os critérios legais, e que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) “está politizando uma questão técnica”.

A Sedur alegou que, a CCR Metrô Bahia pediu uma autorização ao Inema para cortar o bambuzal, no entanto, segundo a secretaria, compete ao município a concessão de licenças para estas atividades.

Ao site, o Inema informou que “é competência do órgão licenciar toda a obra do metrô já que se trata de limites entre dois municípios”, e ressalta que “participou do licenciamento desde o início de toda a obra do sistema metroviário. Além disso, é exigência do órgão que seja feita toda a compensação ambiental necessária”.

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