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coronavírus ‘Ninguém pensa em parar’: conheça quem está na linha de frente dos testes de coronavírus no estado

Por Thais Borges

redebahia

Lacen, o laboratório de referência, recebe 300 amostras por dia; mulheres são maioria entre os profissionais

A bióloga Vanessa Nardy teve que mudar toda a rotina para os testes de coronavírus (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

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O setor de Biologia Molecular do Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen) já viu muita coisa. Só para falar em epidemias recentes, houve a dengue, a chikungunya e a zika, além da pandemia da gripe H1N1, em 2009. O próprio Lacen, com seus 105 anos de existência, já encarou muitos surtos de doenças surgidas na Bahia ou do outro lado do oceano.

Mas algo parece ser uma unanimidade, entre os farmacêuticos, biólogos e biomédicos que são maioria na equipe da biologia molecular: nunca houve nada como a pandemia da covid-19. Desde meados de março, o time tem trabalhado 24 horas por dia para entregar resultados de testes de coronavírus para todo o estado. Só que o impacto de um trabalho mais intenso não vem sozinho.

Nunca houve algo que fizesse com que a bióloga Luciana Reboredo, 40 anos, saísse de casa com tanto medo, todos os dias, pelos filhos de 3 e 6 anos. Nada semelhante aconteceu para que a também bióloga Vanessa Nardy, 37, tivesse que deixar o filho em outra cidade com medo de infectá-lo. Os dois não se veem há um mês.

As duas profissionais estão entre os que fazem o chamado exame PCR, o que detecta a presença do vírus nas amostras enviadas ao laboratório. Mas, mesmo com uma rotina de cuidados permanente, a vida de todo mundo ali mudou, independente de cargo ou hierarquia. A própria diretora do Lacen, a farmacêutica bioquímica Arabela Leal, quase não vê as filhas de 12 e 16 anos como antes.

Desde o Carnaval, no fim de fevereiro, só teve um único dia em que não esteve fisicamente na sede do laboratório – a Sexta-feira Santa.

“E mesmo quando não estou aqui, o telefone não para. A vida de todo mundo ficou de ponta cabeça. As minhas filhas têm que entender que a gente está em guerra. Hoje, nós estamos em guerra”, enfatiza Arabela.

De fato, as ligações não pareciam dar uma trégua. Em pouco mais de meia hora de entrevista, antes da reportagem visitar os laboratórios, a diretora precisou atender a seis chamadas – todas demandas relacionadas à pandemia.

No Lacen, há uma linha de frente de profissionais engajados em combater o coronavírus. Mas, da equipe de testes à de higienização, outro aspecto se destaca: a presença majoritária de mulheres. Só na biologia molecular, quando o CORREIO esteve no setor, de pouco mais de dez pessoas presentes no momento, mulheres eram mais da metade.

“É tão intenso, que a gente nem consegue pensar em parar. Ninguém quer parar. Se algo fizesse a gente ser afastada, acho que seria um sentimento até pior”, afirma Luciana. “É um vírus desconhecido e a gente tem medo de fazer falta nesse sentido também”, completa Vanessa.

O Lacen também produz kits para os testes de covid-19 (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

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