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Estreitamento da rua do bambuzal no projeto da CCR permitiu liberação de obra no aeroporto

por Guilherme Ferreira

Estreitamento da rua do bambuzal no projeto da CCR permitiu liberação de obra no aeroportoVia é conhecida como Rua das Locadoras | Foto: Reprodução / Google Street View
Uma alteração no projeto da CCR para a rua do bambuzal do aeroporto e para a chamada rua das locadoras foi o que motivou a liberação das obras da empresa na área. A pista será usada pelos ônibus que vão fazer o transporte gratuito entre o terminal de aviões e a estação de metrô localizada nas proximidades. Na avaliação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o projeto inicial da CCR provocaria um desmatamento significativo por conta do alargamento que a empresa planejava fazer para a rua do bambuzal. Um novo projeto apresentado recentemente agradou aos representantes da prefeitura, resultando no desembargo. Em resumo, a estrada ainda vai precisar ser alargada para permitir o acesso dos ônibus à rua conhecida por abrigar locadoras de carros. No entanto, o aumento não será tão grande quanto o previsto inicialmente e não deve resultar no desmatamento de mais uma parte da vegetação. “Eles elaboraram outro projeto com a mesma finalidade, que é fazer a ligação do aeroporto à estação, agora sem fazer interferência no bambuzal”, garantiu o titular da Sedur, Sérgio Guanabara, em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (22). Ele reforçou que a decisão de embargar a obra foi de natureza estritamente técnica e que o novo projeto desenhado pela CCR poderia ter sido pensado antes.




“Precisava ter um exercício maior de inteligência, ter boa vontade. Não é possível que para toda solução agora tenha que fazer desmatamento”, reclamou o secretário. Também para permitir a passagem dos ônibus, a rua das locadoras vai precisar passar por uma duplicação. De acordo com Guanabara, o embargo foi necessário pela falta de licença ambiental e porque a CCR já havia dado início ao desmatamento na área, justamente com o objetivo de alargar a via que leva ao aeroporto. “Nós embargamos a obra para evitar um dano maior no bambuzal”, comentou. Segundo ele, ao dobrar o tamanho do acesso à rua das locadoras, a empresa responsável pela obra do metrô também acabou realizando supressão de bambus. Ou seja, apesar da prefeitura divulgar imagens nos dias seguintes ao embargo demonstrando danos ambientais na região onde foi construída a estação do metrô (veja mais), o “gatilho” para a suspensão da obra foi puxado por conta do do desmatamento no acesso que estava começando a ser criado para a rua das locadoras. Além de ter que adequar sua obra, a CCR também vai precisar realizar um projeto de requalificação ambiental na região como forma de compensar os danos ao bambuzal.

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