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Polícia investiga se corpo achado na Bahia é de bebê morto pelo pai

POR CORREIO 24HORAS

Morador encontrou o corpo em estrada perto de Palmeiras, na Chapada Um corpo achado na cidade de Palmeiras, na Chapada Diamantina, pode ser do garoto Bernardo, de 1 ano e 11 meses, morto pelo pai. Paulo Roberto Caldas Osório, 45 anos, foi preso em Alagoinhas na segunda-feira (2) e confessou o crimeEle sequestrou o filho no Distrito Federal, onde viviam, e depois de matá-lo fugiu com o corpo. Em depoimento, Paulo tinha dito à polícia que abandonou o corpo de Bernardo depois da divisa de Goiás com a Bahia, mas buscas na região de São Desidério não tiveram sucessos.  Na quinta (5), um morador encontrou um corpo à tarde, em uma área de estrada no povoado Campos de São João. O bebê usava roupas similares às que Bernardo tinha quando sumiu e estava em uma cadeirinha veicular, o que condiz com o depoimento de Paulo Roberto. Ele contou à polícia que colocou o filho no carro para sair do DF, tomou a BR-020 e notou só depois que ele estava morto. Ao perceber, tirou o menino do carro na cadeirinha e abandonou na estrada.

Cadeirinha similar a de Bernardo foi achada com corpo (Foto: Divulgação)

Sequestro
Na sexta-feira passada, Paulo Roberto, que trabalhava como agente de estação no Metrô de Distrito Federal, pegou o filho na creche. Ele deu um suco de uva misturado com medicamentos à criança, que acabou dormindo. A suspeita da polícia é que o garoto tenha acabado morrido intoxicado.

Depois, Paulo Roberto colocou o menino no carro e saiu dirigindo em fuga. Ele diz que abandonou o corpo da criança pouco depois de chegar à Bahia. O suspeito foi preso em Alagoinhas. Ele confessou que cometeu o crime para se vingar da mãe da criança e da ex-sogra, Juciane Mascarenhas Nascimento,57.

Paulo Roberto matou a mãe em 1992 (Foto: Reprodução)

Para o delegado, o servidor afirmou que ficou irritado porque a ex entrou na Justiça em 29 de agosto pedindo pensão alimentícia para Bernardo. Ele alegou que estava passando por uma “fase bem difícil”, especialmente depois da morte do pai, e disse que a ex não precisava de dinheiro.

“Não foi só pela pensão, tiveram outros fatores. Ele relatou desrespeito e humilhação. Então, o que parece é que as frustrações se acumularam e acabaram nessa tragédia. A principal impressão é de que ele preparou tudo e tinha, sim, a intenção de matar. Ele pensou em um assassinato indolor ao filho, pois, na cabeça dele, nutria uma afeição pelo menino”, diz Ritt.

Ele nutre um ódio muito forte pela mãe do garoto, mas, sobretudo, pela ex-sogra. Acredito que esse sentimento provocou uma ira tão grande que a afeição que ele sentia pela criança foi deixada de lado. Tudo isso para colocar essas pessoas em um profundo sofrimento”, acrescenta o delegado.

Mensagens
A mãe do garoto está em busca da criança desde a sexta, quando Paulo Roberto levou Bernardo. No domingo, foi ele quem entrou em contato com a ex através de mensagens. Tatiana implorou para que o servidor devolvesse Bernardo.

“Paulo, a gente sempre tentou manter contato e uma amizade com você. Você nunca quis. A gente sempre quis estar presente com o Bernardo, sempre fizemos tudo. Como você faz uma coisa dessas? O negócio é dinheiro? Pode ficar com o seu dinheiro, eu não preciso dele, não. Só quero meu filho”, diz uma das mensagens.

Paulo respondeu dizendo que ela nunca mais veria o filho.

Boa sorte pra você. Espero que sofra muito. Eu falei que, no dia que você se metesse entre eu e o meu filho, eu ia passar por cima de você. Agora, você está entendendo o recado? Você não vai ver Bernardo mais nunca. Você vai morrer sem vê-lo“.

Morte da mãe
Paulo Roberto de Caldas Osório ficou internado na ala psiquiátrica da Penitenciária da Papuda, em Brasília, por 10 anos, por ter assassinado a própria mãe.

Ele tem esquizofrenia e toma medicamentos controlados. A mãe do menino diz que não sabia do passado do ex-companheiro. Ela só soube da história após conversar com os vizinhos de Paulo, enquanto procurava pelo filho.

Segundo informações do G1, na época em que matou a mãe, em 1992, ele foi considerado inimputável, ou seja, não tinha condições de responder pelo crime devido ao seu transtorno mental. Apesar disso, ele foi aprovado no concurso do metrô, que exige avaliação psicológica.

Paulo estava afastados do seu trabalho por 60 dias, devido a uma licença psiquiátrica. Ele atua como agente de estação. A companhia do metrô disse que não comentaria sobre o caso.

“A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) informa que Paulo Roberto Osório é empregado da empresa e não comentará o assunto, uma vez que os fatos narrados não se relacionam com suas atividades na Companhia”, disse em nota.

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