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DEPUTADOS BAIANOS, Mais de 70% receberam doações da ‘lista suja’, aponta novo levantamento

Levantamento inédito feito pela ONG Repórter Brasil aponta que mais 70% dos deputados federais da Bahia receberam doações de campanha de empresas autuadas por trabalho escravo ou infração ambiental. Os dados estão disponíveis no Ruralômetro, ferramenta lançada ontem pela ONG para medir a influência da bancada ruralista sobre o Congresso. No total, 28 dos 39 baianos aparecem na lista dos “financiados com dinheiro sujo”, segundo denominação atribuída pela ONG. Entre os que arrecadaram acima de R$ 100 mil, estão João Carlos Bacelar (PR), Paulo Magalhães (PSD), Luiz Caetano (PT), Cacá Leão (PP), Roberto Britto (PP), José Rocha (PR), Arthur Maia (PPS), Nelson Pelegrino (PT), Elmar Nascimento, Paulo Azi, Cláudio Cajado e José Carlos Aleluia, todos do DEM.

Quarteto no prego
O Ruralômetro divulgou ainda quatro deputados baianos que são sócios ou administradores de empresas em débito com o INSS: João Gualberto (PSDB), Antônio Brito (PSD), Félix Mendonça Jr (PDT) e Arthur Maia.

Quanto mais quente, pior
A nova ferramenta digital da Repórter Brasil mede também a temperatura de cada deputado federal em relação a propostas de impacto socioambiental,  com base na avaliação de oito ONGs. Entre elas, Greenpeace, Fundação Abrinq e Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Quanto pior a nota dada ao projeto votado ou proposto, maior é o grau do parlamentar.  Na bancada baiana, o primeiro lugar é ocupado por João Carlos Bacelar (PR), com 41,2°, seguido por Ronaldo Carletto (PP) e José Carlos Araújo (PR), com 40,8° e 40,4°, respectivamente.Medida certa
Na outra ponta do Ruralômetro, onde estão os deputados baianos mais bem avaliados pela posição contrária à pauta ruralista , dois petistas aparecem em primeiro e segundo lugares:  Nelson Pelegrino, com 36,1°, e Valmir Assunção, com 36,4°. Em terceiro, vem Irmão Lázaro (PSC), com 36,6°. Mundialmente reconhecida e premiada  pelo trabalho desenvolvido na área de direitos humanos e meio ambiente, a ONG Repórter Brasil foi fundada em 2001 pelo jornalista Leonardo Sakamoto. Em 2013, ganhou repercussão com o aplicativo Moda Livre, criado para expor marcas suspeitas de usarem produtos originados de trabalho escravo.

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