Trocas de partidos deixam cenário mais competitivo
Por Ane Catarine

Com o fim da janela partidária, na última sexta-feira, 3, partidos como PSB e Republicanos, por exemplo, passaram a contar com novos nomes competitivos. Isso pode dificultar que parlamentares como Lídice da Mata, Léo Prates e Diego Coronel renovem o mandato na Câmara dos Deputados.
Segundo o cientista, esse cenário está ligado a dois fatores importantes do sistema eleitoral: a composição da nominata, que é a lista de candidatos que um partido lança para deputado, e a situação do partido na cláusula de desempenho, regra que define se a legenda terá acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV.
“O cenário é desafiador para vários partidos, que passam a calcular as nominatas, e projeção de votos da chapa. Isso também perpassa a necessidade de alcançar a cláusula de desempenho. Na Bahia, ao menos três deputados federais oficializaram a troca de legenda em um movimento que entendo que redesenha o cenário eleitoral”, explicou.
Por que calcular a nominata é importante?
O partido precisa fazer o cálculo da nominata antes de fechar a chapa proporcional para:
- escolher candidatos com potencial de voto;
- equilibrar nomes fortes e medianos;
- estimar quantos votos cada um pode ter;
- prever se, somando tudo, a chapa consegue atingir votos suficientes para eleger um ou mais deputados.
Cenário complicado para Lídice
O PSB, partido de Lídice da Mata, filiou nomes de peso para a corrida federal, como Mário Negromonte Júnior, Vitor Bonfim e Elisângela Araújo, todos com potencial eleitoral alto.
O movimento acendeu o alerta dentro da legenda. Para Cláudio André, esse será o cenário “mais desafiador da trajetória de Lídice”.
“O partido ganhou mais musculatura e sempre é um risco crescer na direção da competição interna. O resultado, no entanto, depende da composição final da chapa e da estratégia de votos do partido", reforçou.
Número das últimas eleições
Na eleição de 2022, Mário Negromonte Júnior somou 147.711 votos, superando Lídice, que obteve 112.385.
Já Vitor Bonfim, então candidato a deputado estadual, teve 68.043 votos, enquanto Elisângela alcançou 73.138.



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